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JOJORATAZANA

Por viver no meio de tantos ratos. Portugal é o espelho do seu povo, felizmente que vivemos em democracia, o que nunca permitirá que um mau povo, tenha um bom governo.

JOJORATAZANA

Por viver no meio de tantos ratos. Portugal é o espelho do seu povo, felizmente que vivemos em democracia, o que nunca permitirá que um mau povo, tenha um bom governo.

Março 03, 2010

jojoratazana

TALVEZ O MELHOR POST ESCRITO ATÉ HOJE SOBRE O PORTUGAL  ACTUAL.

 

AUTOR JUMENTO OS MEUS PARABÉNS.

Quarta-feira, Março 03, 2010

 

Promiscuidade

Cada vez mais me enoja a promiscuidade na capital deste país, um pequeno grupo de gente que se auto-designa de elite, nascidos na classe média da administração salazarista e que hoje domina uma boa parte da vida. São jornalistas, são deputados, são jurisconsultos, são consultores das mais variadas artes, são comentadores televisivos, são gente que nunca teve dificuldades na vida, a quem para arranjar um emprego para um filho basta um telefonema, para comprarem um carro novo basta uma cunha para mais uma avença. Se foram apanhados na declaração de IRS telefonam ao fulano tal, se precisam de uma operação no hospital passam à frente da fila de espera, resolvem todos os seus problemas com um mero telefonema, são um verdadeiro grupo mafioso assente numa imensa rede de contactos, de compadrios assentes na troca de valores. Esta gente não tem cor política, não tem ideologia, não tem princípios, não tem o mais pequeno respeito pelo povo que os alimenta e enriquece, de manhã são jornalistas e à noite bloggers, num dia são magistrados e no outro juízes desportivos, se estão na oposição coleccionam avenças, quando beneficiam do poder vão para administradores de empresas públicas, ora são assessores de líderes partidários, ora são directores de jornais. Esta gente não imagina o que é viver com o ordenado mínimo, nunca estiveram em terra a esperar o regresso de um pai que está no mar debaixo de um temporal, não sabem quanto humilha estar numa fila de desempregados, não imaginam o que se sofre quando se tem de alimentar filhos sem ter dinheiro, não sabem o que é mandar um filho para a escola sem o pequeno-almoço. Não sabem, não imaginam, nem querem saber, têm o maior do desprezo pelo povo cuja opinião gostam de manipular. No entanto ganham rios de dinheiro a comentar nas televisões sobre a melhor forma de resolver os problemas do país e dos portugueses. Andam por aí a alardear grandes currículos, são ilustres jurisconsultos, jornalistas de primeira água, comentadores televisivos, sentem-se superiores aos que tanto usam nos seus discursos de conveniência. Queixam-se da crise mas ganham com ela, propõem sacrifícios para os outros mas multiplicam a sua riqueza, preocupam-se com a iliteracia mas olham para os outros com o desprezo e incomodam-se pela falta do perfume a 100 euros, há décadas que propõem novas soluções e o resultado é aquilo que se vê. Cada vez sinto mais nojo desta elite que julga que todo o poder eleito pelo povo lhes deve prestar vassalagem, estão convencidos de que só os “bem falantes” têm direito a expressar as suas opiniões, que julgam que o povo que vota é uma imensa borregada que lhes deve perguntar onde devem votar, que acham que podem fazer e desfazer qualquer político. É tempo de dizer não a esta imensa promiscuidade disfarçada de bons princípios. É preciso dizer não a esta gente, denunciá-la, combatê-la, antes que passemos a sentir nojo do próprio país. Portugal não é esta seita de proxenetas de gravata Hermes, que se instalou no poder da capital para viver à custa do subdesenvolvimento do país. O meu país é o meu povo e esse é eticamente muito superior a esses canalhas, é gente que sua por cada tostão de ganha, trabalhadores que tiram dos seus filhos os impostos que alimenta essa elite da treta, empresários que todos os meses lutam para que as suas empresas consigam pagar os ordenados dos trabalhadores no fim do mês.

Março 02, 2010

jojoratazana

O JORNALISMO INTELIGENTE  E POLITICO DE JOÃO PAULO GUERRA NESTA SUA CRÓNICA  NO JORNAL  ECONÓMICO E O EXCELENTE COMENTÁRIO "COMPLEMENTO" DA AUTORIA DE JOÃO CANTIGAS.

AS MINHAS DESCULPAS PELO ABUSO, MAS NÃO RESISTI   A TRANSCREVER OS TEXTOS TAL  A QUALIDADE E LUCIDEZ DOS MESMOS.

OBRIGADO.

 

 

 

 

A aposta do PS e do Governo em reactivar o conflito com Belém pode desviar as atenções de um caso que incomoda os socialistas.

Porém, ao reacender um caso do Verão passado, PS e Governo destapam uma caixa de Pandora que pode não ter fundo.

Como ponto prévio há que registar que o PS e o Governo, ao privilegiarem Belém no contra-ataque à crise sobre liberdade de imprensa, poderão estar a insinuar junto dos portugueses que é Belém que mexe os cordelinhos da denúncia de um alegado plano do PS para controlar os ‘média' e manipular a opinião pública. Mas pondo de lado essa questão, de modo algum despiciente, fica em aberto a previsível tréplica ao PS.

E assim, se o PS e o Governo contra-atacam com as escutas a Belém, é bem provável que os denunciantes do PS - sejam eles de Belém ou de São Caetano - repisem nas ligações entre a sucata e algumas faces visíveis. Ao que o PS responderá com o caso BPN. Ao que os adversários do PS retribuirão repescando o caso Freeport. Ao que o PS replicará com o caso dos sobreiros. Ao que os inimigos do PS retorquirão com o caso da Cova da Beira. O que o PS retribuirá com o caso Moderna. O que levará a uma coligação negativa, do PSD com o CDS, retrucando com o caso da Independente. Pelo que o PS trará à superfície o caso dos submarinos. Posto o que a coligação respingará com o pântano. Ao que o PS dará troco com os casos Isaltino. O que levará como resposta os casos Felgueiras. O que suscitará da parte do PS alusões ao regabofe com os fundos europeus. O que ressuscitará o caso do fax de Macau. O que terá como resposta o caso das armas apreendidas a Edmundo Pedro. O que levará de volta com o caso das armas apregoadas por Emídio Guerreiro.

Ou seja, estamos aqui estamos à beira da guerra civil.

joaopaulo.guerra@economico.pt

Joao Cantigas, Lisboa | 18/02/10 10:11
Dando seguimento à crónica,...E depois virá o BB perguntar onde é que vocês estavam no 25 de Abril?.E os do PPD dizem:nós eramos da ANP; e vocês do PS? O Mario tinha estado em S.Tomé exilado e estava na R.F Alemã a preparar o "socialismo" democrático,que as ruas são do povo não são de Moscovo.E os do CDS dirão que estavam na quinta da Marinha a viver da exploração da cortiça no Alentejo e das sobras das riquezas das colónias que não iam para os EUA/G.B.E os Barretos e outros "radicais de esquerda"estavam em bloco na Suiça/França etc. a estudar a revolução à mesa do café.E vocês do PCP ? a gente andava por aí de bicicleta clandestinos e semi clandestinos, a comer pão com carapaus fritos, a distribuir o Avante e a explicar ao povo que há mais vida para lá do Deus ,Pátria e Família,que é preciso acabar com a guerra,conquistar a liberdade,para os trabalhadores se poderem organizar livremente e lutar por uma terra sem amos.E depois disto não ouve guerra civil,morreram o Casquinha e o Caravela,mais dois operários num 1º de Maio no Porto,regressaram os do deus,pátria e família e a luta de classes,que é o motor da história, continua como bem estudou e explicou o velho Karl Marx, e está provado que ele e os seus ensinamentos são mais actuais que nunca!

 

Março 02, 2010

jojoratazana

NUNCA PODERIA ESTAR DE ACORDO COM A MANCHETE DO "I" DE HOJE POIS CONSIDERO QUE TODA A GENTE TEM O DIREITO DE ESCREVER SOB PSEUDÓNIMO.

MAS NÃO POSSO PERDER A OCASIÃO PARA CHAMAR A ATENÇÃO A TANTOS QUE NA BLOGOSFERA SE MOSTRAM INDIGNADOS COM O QUE SE ESTÁ A PASSAR.

EU SOU COMUNISTA E AO LONGO DESTES ANOS HABITUEI-ME A LER POST COM TODO O TIPO DE CANALHICES ESCRITOS POR ESTA GENTE, CONTRA OS MILITANTES E SIMPATIZANTES DO PCP E AS MAIS HORRÍVEIS FÁBULAS SOBRE O MESMO PARTIDO.

POR ISSO SINTO UM CERTO GOZO COM AS MÁGOAS DESTA GENTE.

AQUI FICA UM EXEMPLO:

 

Eduardo Pitta indigna-se – e bem –, a propósito da manchete do i de hoje, com o que considera «porventura, a manchete mais asinina do jornalismo português», onde uma não-notícia «revela publicamente a identidade de alguém que tem o direito a escrever sob pseudónimo.» A isto acrescenta a origem da «investigação» do i, concluindo: «Ao contrário da lenda, Roma sempre pagou a traidores.» E eu acrescento: trata-se de uma disfarçada perseguição por delito de opinião, iniciada por Pacheco Pereira e que Luís Novaes Tito não deixa escapar. Esta perseguição por delito de opinião (e os métodos policiais utilizados contra direitos individuais e de privacidade) é um modo de estar de revanchistas desesperados e constitui apenas um exemplo deste PREC invertido a que assistimos. Hoje mesmo, no DN, Pedro Tadeu, contaminado pelo espírito reinante, defende a divulgação pública dos vencimentos de todos os portugueses. Também o PSD ameaça alterar a lei para acabar com sigilos profissionais e deontológicos, como «obstáculos» ao apuramento da «verdade». A destruição dos direitos individuais acompanha a destruição do Estado de Direito. Eles querem que a Justiça deixe de ser feita pelos Tribunais e passe para a praça pública. José António Saraiva, o director de um semanário salvo da bancarrota por «capitais angolanos», falou no Parlamento no «encobrimento do poder político pelo poder judicial» como primeiro passo para atingir tal desiderato. Esta investida contra os pilares da democracia e do Estado de Direito passa, ainda, pela procura da «verdade» – a sua «verdade – destruindo um dos fundamentos em que assenta o Direito e a Justiça: o respeito pelas regras procedimentais na procura da Justiça. Exigem já que se validem provas obtidas ilegalmente em nome da «verdade», como se, num processo cível, uma contestação entregue fora de prazo permitisse ao contestante continuar a invocar a «verdade» que a simples passagem do prazo extinguiu. A subversão em curso dos mais elementares direitos individuais e do Estado de Direito, o regabofe e a impunidade reinantes, tem como objectivo afastar do governo o partido que ganhou as eleições. O desespero é tal que não se importam que a criança vá na água do banho. A «investigação» do i – a disfarçada perseguição por delito de opinião – a apoiantes do Partido Socialista na campanha eleitoral para as legislativas é apenas um pormenor na vasta teia urdida pela direita contra a democracia e o Estado de Direito.

 

 

Por Tomás Vasques

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