Março 02, 2010
jojoratazana
O JORNALISMO INTELIGENTE E POLITICO DE JOÃO PAULO GUERRA NESTA SUA CRÓNICA NO JORNAL ECONÓMICO E O EXCELENTE COMENTÁRIO "COMPLEMENTO" DA AUTORIA DE JOÃO CANTIGAS.
AS MINHAS DESCULPAS PELO ABUSO, MAS NÃO RESISTI A TRANSCREVER OS TEXTOS TAL A QUALIDADE E LUCIDEZ DOS MESMOS.
OBRIGADO.
A aposta do PS e do Governo em reactivar o conflito com Belém pode desviar as atenções de um caso que incomoda os socialistas.
Porém, ao reacender um caso do Verão passado, PS e Governo destapam uma caixa de Pandora que pode não ter fundo.
Como ponto prévio há que registar que o PS e o Governo, ao privilegiarem Belém no contra-ataque à crise sobre liberdade de imprensa, poderão estar a insinuar junto dos portugueses que é Belém que mexe os cordelinhos da denúncia de um alegado plano do PS para controlar os ‘média' e manipular a opinião pública. Mas pondo de lado essa questão, de modo algum despiciente, fica em aberto a previsível tréplica ao PS.
E assim, se o PS e o Governo contra-atacam com as escutas a Belém, é bem provável que os denunciantes do PS - sejam eles de Belém ou de São Caetano - repisem nas ligações entre a sucata e algumas faces visíveis. Ao que o PS responderá com o caso BPN. Ao que os adversários do PS retribuirão repescando o caso Freeport. Ao que o PS replicará com o caso dos sobreiros. Ao que os inimigos do PS retorquirão com o caso da Cova da Beira. O que o PS retribuirá com o caso Moderna. O que levará a uma coligação negativa, do PSD com o CDS, retrucando com o caso da Independente. Pelo que o PS trará à superfície o caso dos submarinos. Posto o que a coligação respingará com o pântano. Ao que o PS dará troco com os casos Isaltino. O que levará como resposta os casos Felgueiras. O que suscitará da parte do PS alusões ao regabofe com os fundos europeus. O que ressuscitará o caso do fax de Macau. O que terá como resposta o caso das armas apreendidas a Edmundo Pedro. O que levará de volta com o caso das armas apregoadas por Emídio Guerreiro.
Ou seja, estamos aqui estamos à beira da guerra civil.
Joao Cantigas, Lisboa | 18/02/10 10:11
Dando seguimento à crónica,...E depois virá o BB perguntar onde é que vocês estavam no 25 de Abril?.E os do PPD dizem:nós eramos da ANP; e vocês do PS? O Mario tinha estado em S.Tomé exilado e estava na R.F Alemã a preparar o "socialismo" democrático,que as ruas são do povo não são de Moscovo.E os do CDS dirão que estavam na quinta da Marinha a viver da exploração da cortiça no Alentejo e das sobras das riquezas das colónias que não iam para os EUA/G.B.E os Barretos e outros "radicais de esquerda"estavam em bloco na Suiça/França etc. a estudar a revolução à mesa do café.E vocês do PCP ? a gente andava por aí de bicicleta clandestinos e semi clandestinos, a comer pão com carapaus fritos, a distribuir o Avante e a explicar ao povo que há mais vida para lá do Deus ,Pátria e Família,que é preciso acabar com a guerra,conquistar a liberdade,para os trabalhadores se poderem organizar livremente e lutar por uma terra sem amos.E depois disto não ouve guerra civil,morreram o Casquinha e o Caravela,mais dois operários num 1º de Maio no Porto,regressaram os do deus,pátria e família e a luta de classes,que é o motor da história, continua como bem estudou e explicou o velho Karl Marx, e está provado que ele e os seus ensinamentos são mais actuais que nunca!